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19/07/2018

SINDIJOR reprova nova proposta patronal e prepara atos e protestos com apoio da CUT e movimentos sociais

A Diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Sergipe (SINDIJOR-SE), entidade de classe que representa os Jornalistas e o Jornalismo em Sergipe, se reuniu na noite da terça-feira para avaliar mais uma proposta patronal de reajuste salarial para a classe jornalística.


Por unanimidade, os jornalistas reprovaram a proposta oficial de reajuste salarial de 1,4%, que poderá chegar a até 2,1%, segundo o sindicato patronal. A inflação do período foi de 1,69%, segundo o INPC.


Além da proposta de no mínimo 5% de reajuste salarial, os jornalistas apresentaram várias propostas de cunho social, sendo todas elas rejeitadas pelos empresários da comunicação. Após várias negociações, o SINDIJOR reduziu o percentual para 4% e depois para 3%, mesmo assim os patrões continuam irredutíveis.

 

Para o vice-presidente do SINDIJOR, Edmilson Brito, a proposta patronal é um desrespeito a quem tanto contribui com as empresas de comunicação em Sergipe.

 

“Apresentar uma proposta indecente como essa é desrespeitar a nossa categoria que tanto contribui com o crescimento e sucesso das empresas. O percentual que estamos pedindo não chega a 2% de ganho real. É por essa desvalorização que Sergipe tem um dos menores pisos salariais do Brasil. Ou seja, é muita falta de bom senso e reconhecimento à nossa classe por parte do patronato”, salienta Edmilson.

 

Para o presidente do SINDIJOR, Paulo Sousa, a falta de bom senso do sindicato empresarial está empurrando a categoria a promover atos e protestos, denunciando à sociedade a falta de compromisso dos empresários da comunicação para com os jornalistas.


“Esperamos que na próxima reunião o sindicato patronal apresente uma proposta possível de avaliação e aprovação da categoria. Os jornalistas estão pedindo apenas R$ 49,00 de aumento, enquanto eles nos oferecem pouco mais de R$ 36,00. Ou seja, não querem acrescentar apenas R$ 12,00 a mais para que o nosso piso, que já está defasado, chegue a pelo menos R$ 1.800,00. Caso não avancemos nas negociações a categoria está disposta a cruzar os braços”, enfatiza o presidente, acrescentando o apoio de entidades parceiras do SINDIJOR.

 

“E não estaremos sozinhos nesta luta por melhores salários. A CUT, maior central sindical do estado, está conosco, bem como entidades sindicais e sociais parceiras da classe jornalística. Todas já estão prontas para qualquer iniciativa a ser adotada pelo SINDIJOR. Espero não ser necessário, mas se não avançar não teremos alternativa”, conclui.

 

Uma nova audiência com o sindicato patronal está agendada para a próxima quarta-feira, dia 25 de julho, às 10h30, na sede da SRTE.

 

 

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