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27/09/2019

Patrões oferecem reajuste abaixo da inflação e categoria prepara atos públicos e paralisação

Os jornalistas sergipanos podem aprovar na assembleia geral da categoria, a ser realizada na próxima segunda-feira, às 19h, na sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Sergipe (SINDIJOR-SE), atos e manifestações públicas, principalmente em frente às sedes de empresas de comunicação, devido à desrespeitosa contraproposta salarial apresentada pelo sindicato patronal.

 

Em reunião realizada na manhã desta quinta-feira com o presidente do Sindicato das Empresas de Comunicação em Sergipe (Sineterj), Messias Carvalho, os representantes do SINDIJOR, Edmilson Brito (presidente) e Milton Alves Júnior (vice-presidente), lamentaram a contraproposta apresentada, que não alcança nem mesmo o índice inflacionário do período.

 

“O que os patrões apresentam é uma contraproposta vergonhosa que não chega nem mesmo ao índice inflacionário. Nós pedimos, inicialmente, reajuste nos salários dos jornalistas de pelo menos 5% acima da inflação, que seria na faixa de 10%, depois reduzimos esse percentual para que pudéssemos avançar nas negociações, mas pelo jeito os patrões não querem negociar, mas humilhar a nossa categoria com reajuste vergonhoso de 2%, bem abaixo da inflação, que foi de pouco mais de 5%. Não aceitamos e na segunda a categoria vai decidir medidas a serem adotadas, possivelmente atos em frente às empresas e, a depender, paralisações”, explica Edmilson Brito, salientando que vai “manter o diálogo aberto, porém se os patrões não oferecerem um reajuste com ganho real a categoria não tem outra saída a não ser paralisar as atividades nos principais veículos de imprensa”.

 

Para o vice-presidente Milton Alves Júnior, os patrões entram em contradição quando dizem combater a propagação de fake news (notícias falsas) e ao mesmo tempo desvalorizam o trabalho dos jornalistas e, com isso, respaldam o trabalho de aventureiros que comprometem a imagem do Jornalismo profissional.

 

"A hipocrisia reina quando o setor patronal defende o combate às 'fake news', mas em assembleia de classe opta por desvalorizar os jornalistas ao conceder reajuste salarial abaixo do índice inflacionário, bem como propor a retirada de direitos. São duas caras: uma, que tenta passar à sociedade a impressão de fortalecimento do Jornalista e do Jornalismo; e, outra, que, por debaixo da mesa, não respeita sequer o direito da classe trabalhadora em receber seu vencimento no mesmo patamar da inflação nacional", desabafa Milton Júnior.

 

O sindicato reivindica por reajuste acima da inflação, como vinha ocorrendo normalmente nos últimos seis anos. Também não abre mão de nenhum direito conquistado ao logo de décadas. 

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