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22/10/2018

Em defesa da democracia, SINDIJOR repudia violência fascista contra jornalistas e à sociedade na eleição presidencial

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Sergipe (SINDIJOR/SE), entidade de classe que representa os Jornalistas e o Jornalismo em Sergipe, vem a público manifestar seu veemente repúdio contra os casos de violência praticados no contexto político eleitoral deste ano. Desta forma, o sindicato se posiciona de forma contrária à propaganda eleitoral de estímulo ao ódio, à intolerância e a qualquer tipo de violência, seja ela verbal ou física.


As falsas notícias divulgadas principalmente pelo aplicativo WhatsApp incentivaram dezenas de casos de violência física, além de um número crescente de ameaças nas redes sociais. Um dia após a eleição do 1º turno, o artista e professor de capoeira Mestre Moa do Katendê foi covardemente assassinado com várias facadas nas costas após revelar que votou no candidato Fernando Haddad, adversário de Jair Bolsonaro na eleição presidencial.


A onda de violência alimentada por notícias falsas, conhecidas como ‘Fake News’, também atinge diretamente o exercício do Jornalismo. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI) registrou mais de 120 agressões a jornalistas em contextos político partidário e eleitoral este ano. As agressões são tanto físicas quanto em meios digitais. Foram registradas 64 ocorrências de assédio em meios digitais contra jornalistas no contexto eleitoral e 59 vítimas de atentados físicos.


Além de casos envolvendo agressões verbais e físicas a jornalistas de Pernambuco, Ceará e São Paulo, em Aracaju o relato que o esposo da jornalista Rebecca Melo, o professor e vice-presidente da Associação Brasileira de Ensino de Ciências Sociais, Luige de Oliveira, quase foi atingido por uma pedra jogada por um cidadão de dentro de um carro pelo simples fato de estar com camisa vermelha. Em todo o país já são mais de 100 casos de violência contra cidadãos e cidadãs pelo simples fato de eles vestirem roupas de cor vermelha ou por declararem voto no candidato do PT. Já os ataques contra jornalistas partem, geralmente, do falso argumento de que as matérias produzidas são de cunho ideológico para prejudicar o candidato do PSL.


Repudiamos toda manifestação de ódio, intolerância, preconceito, violência e desprezo aos direitos humanos, sob qualquer pretexto que seja, contra os profissionais do Jornalismo, indivíduos ou grupos sociais, bem como a necessidade de preservação de um ambiente sociopolítico genuinamente ético, democrático, de diálogo, com liberdade de imprensa, livre de constrangimentos e de autoritarismos, da corrupção endêmica, do fisiologismo político, do aparelhamento das instituições e da divulgação de falsas notícias.


Os jornalistas não podem se intimidar com provocação de nenhum manifestante, venha de onde vier, e devem exercer a profissão seguindo o Código Nacional de Ética do Jornalismo, no qual estabelece, entre outras medidas, que os jornalistas devem se opor ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos, lutar pela liberdade de pensamento e de expressão, defender o livre exercício da profissão, bem como os princípios constitucionais e legais, base do estado democrático de direito.


O Sindicato dos Jornalistas reafirma sua posição em defesa da democracia, da liberdade de expressão e salienta que não há desenvolvimento sem justiça e paz social, como não há boa governança sem coerência constitucional, e tampouco pode haver Estado Democrático de Direito sem Estado Social com liberdades públicas.


Sendo assim, o SINDIJOR conclama todos os jornalistas e a sociedade a repudiarem todo tipo de preconceito e discriminação, se opondo ao arbítrio, ao autoritarismo e ao fascismo e a defenderem a liberdade de imprensa, principal pilar de uma democracia.

 

Diretoria Executiva do SINDIJOR-SE

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